quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

23 de Janeiro de 2013

Levantei não muito bem. Febre alta e tontura. Vomitando o dia todo, tudo que comi no dia anterior. Se quer mesmo saber sobre meu dia ontem (22/01) já vou lhe dizer, querido diário, que não foi bom. Foi péssimo.
Resolvi levantar cedo e combinar com o pessoal da minha sala de sair de casa antes de começarem as aulas e no mesmo dia fomos ao cinema. O combinado era ir andando até o shopping, mas chegando lá, Patrícia (uma menina gordinha de cabelo estilo chanel e olhos azuis, com língua presa e super tímida), estava cansada e não queria andar. sua asma estava atacada e ela não estava para andar. Todos resolveram então pagar um táxi, pois não seria muito legal pegar uma menina com asma e colocá-la num ônibus lotado em um dia quente.
Roberto, Diego e Alexandre, três de meus melhores amigos na escola, estavam conosco na ocasião, também estavam lá Patrícia, Mariana e Alexia. Chamamos o táxi e alguns minutos depois o mesmo chegou abrindo as portas e nos convidando a entrar. Não precisa ser Albert Einstein para saber que não havia espaço para todos na porcaria do táxi. Ninguém me ouviu, ninguém nunca me ouve, me sinto gritando no meio de uma multidão surda, minha voz não ecoa pelo ambiente, ou talvez, eu seja apenas ignorado.
Chamamos outro táxi que chegou uns vinte minutos depois, em um dos carros foram os meninos e no outro as meninas. Chegamos no shopping em exatos 15 minutos e 34 segundos.
O shopping não estava cheio, nem vazio, muito pelo contrário.
Estava um clima razoável e todos começamos a andar pelo shopping, vendo as lojas, conversando sobre nossas férias. Eles contavam o que fizeram e eu nem quis mencionar que fiquei em coma por causa que estava ficando louco. Acho que essas coisas não devem ser mencionados para pessoas que não sejam seus familiares. Tudo estava indo perfeitamente bem até eu olhar para cima dos ombros do Roberto e lá estava.
Descendo pela escada rolante a imagem da perfeição, vestida de vestido longo e florido, jogava seus cabelos ruivos para trás. Um sorriso hipnotizante e um olhar sedutor, olhava diretamente para mim. Para mim? Ela nunca me notou na escola. Estava se aproximando, aquela pele branca e aqueles lábios tão rosados podiam formar o sorriso perfeito, imagine beijá-los. Seu nome era Katherine. Katherine Lucchese Edeilstein.

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