segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

21 de Janeiro de 2013

Não sei se o que vou dizer aqui é normal. Sinto falta. Onde estão Ser Estranho e Ser da Sombra quando se precisam deles?
Ontem foi domingo e hoje é segunda. Ambos são dias que eu, pessoalmente, considero os dias mais insuportáveis da semana. Não me levem a mal, eu gosto de domingo e de segundo, mas não tanto quanto eu gosto de sexta, por exemplo. Geralmente passo meus domingos dormindo o dia todo e ontem não poderia ser diferente. Por ter dormido o dia todo eu não achei necessário escrever no diário. Imaginem só:
"Querido diário,
                           Hoje eu dormi. Até amanhã."
Porém, devo afirmar que não fiz nada muito interessante hoje. Essas férias estão me matando de tédio e cada dia mais eu penso " até que seria bom ter um ser estranho correndo atrás de mim e tentando me matar" pelo menos aí eu teria algo para fazer.
Minha segunda-feira-tediosa foi um tédio mortal do começo ao fim com um sermão da minha mãe. Entrei no quarto dela e vi que ela parecia muito cansada. Minha mãe é uma mulher muito linda, entendam, mas está ficando acabada, foi tomada pelo cansaço. Mamãe é alta e loira, com lindos olhos verdes ou quase isso. Mamãe, na verdade, é uma mulher baixinha, enfezada, não muito gorda, nem muito magro, mas por causa da altura ela parece ser gordinha. Seus cabelos são loiros escuros e seus olhos são verdes, bem verdes. Debaixo de seus olhos seguiam-se duas enormes olheiras pretas que podiam ser vistas numa distância de até cem metros. Sua voz era meio rouca e ela andava sempre mal vestida, ainda assim, eu olhava para ela e não havia mulher mais linda do que a minha mãe. Ela estava sentada na ponta da cama passando roupa e reclamando, como sempre, sobre o quanto ninguém a ajuda.
"Mãezinha querida do meu coração- entrei no quarto dizendo- a senhora precisa de uma ajuda?"
Os olhos dela brilharam por um momento e ela respondeu em um tom ríspido:
"O que você quer, Charles? Não tenho dinheiro, já falei pra você! Seu pai não está em condições de pagar nada no banco agora, ele ainda está pagando a conta do hospital e ..."
"Mãe! Para de falar e me diga o que eu deveria fazer mulher."
Foi uma bela segunda. Ajudei minha mãe o dia todo. Me distraí do meu "eu detetive" e pude passar o dia com a mulher mais incrível que já conheci. Minha adorável mãe.

Nenhum comentário:

Postar um comentário