segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

04 de Fevereiro de 2013

Voltei para casa hoje, cheguei era quase hora do almoço. Passei esses dias todos numa cidade litorânea muito pequena, onde minha mãe costumava morar. Para minha surpresa minha querida vó tinha fugido para lá. Ficou algum tempo sem falar para ninguém, mas depois, por algo motivo, convidou-nos para passar uns dias lá.
A cidade era extremamente pequena, tinham por volta de uns dois mil habitantes no máximo e era muito bonita e diferente. As ruas ainda eram de terra, apenas algumas ruas eram cimentadas. A terra das ruas era meio amarronzada, as casas eram feitas de madeira e todas eram muito coloridas e pequenas. As duas maiores casas do local eram a do prefeito, Sr. Maquiel e da minha vó, Helena Gargiulli.
As praias eram muito lindas e com a areia mais limpa que eu já vi, suas areias eram finas - posso dizer que areia é fina? - e o mar era muito salgado e cristalino. Nunca tinha visto uma praia antes. Meus olhos se iluminaram ao pensar como alguém pode ter criado algo tão perfeito quanto a praia? Agora entendia o porquê das pessoas passarem horas num trânsito só para ver a praia. Não era SÓ para ver a praia, era para SENTIR a praia, VIVER a praia. Enquanto o vento seco batia em meus cabelos, eu corria pela praia como uma criança perdida. Meus pais estavam sentados lendo uma revista e conversando, enquanto minha vó apenas me observava atentamente. Reparei que ela me observava de forma diferente agora, como se estivesse planejando algo. Sendo que ela não me amarasse de novo e ficasse gritando comigo usando aquela roupa esquisita, tudo estava muito bem.
Os dias passaram numa leveza que há muito eu não sentia. Nunca vou me esquecer desses dias, os dias que eu fiquei apenas com família, sem amigos, sem internet, sem telefone, sem Julius e sem Demetrius.
O dia que eu vivi.

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